domingo, 17 de maio de 2009

Pessoas são um presente

(meus presentes - Vitória e Jeiniffer)

PESSOAS SÃO UM PRESENTE


Vamos falar de gente. Existe, acaso, algo mais espetacular que gente?

Pessoas são um presente. Algumas têm um embrulho bonito, como os presentes de Natal, Páscoa ou festa de aniversário. Outras vêm em embalagem comum, e há as que ficam machucadas no correio...

De vez em quando chega uma Registrada. São os presentes valiosos.

Algumas pessoas trazem invólucros fáceis. De outras, é dificílimo, quase impossível, tirar a embalagem. É fita durex que não acaba mais...

Mas... a embalagem com o presente. Por que será que alguns presentes são tão complicados para a gente abrir? Talvez porque dentro da bonita embalagem haja muito pouco valor. E bastante vazio, bastante solidão. A decepção seria grande. Também você amigo. Também eu, somos presentes um para o outro. Você para mim eu para você.

Triste se formos apenas um presente embalagem. Muito bem empacotado e ... quase nada lá dentro!

Quando existe verdadeiro encontro com alguém, no diálogo, na abertura, na fraternidade, deixamos de ser mera embalagem e passamos à categoria de reais presentes. Nos verdadeiros encontros humanos, acontecem coisas muito comoventes e essenciais, mutuamente vamos nos desembrulhando, desempacotando, revelando...

Você já experimentou essa imensa alegria da vida?A alegria profunda que nasce da alma, quando duas pessoas se comunicam virando um presente uma para outra?

Conteúdo interno é segredo para quem deseja torna-se Presente aos irmãos de cada estrada e não apenas embalagem ... Um presente assim não necessita de embalagem é a verdadeira alegria que a gente sente e não consegue descrever, só nasce no verdadeiro encontro com alguém. A gente abre, sente e agradece a DEUS.



(Autor desconhecido)




quinta-feira, 14 de maio de 2009

sábado, 2 de maio de 2009

Gripe Suína




SAIBA MAIS-Perguntas e respostas sobre a gripe suína

WASHINGTON (Reuters) - O mundo está mais perto da ameaça de uma pandemia por um novo tipo de gripe, com a suspeita de 149 mortes em decorrência da doença no México e novos casos sendo detectados ao redor do planeta.
Quão forte é essa nova variante da gripe, até onde ela irá e quanto tempo vai durar o surto?
Abaixo, algumas perguntas e respostas sobre o surto:



QUANTAS PESSOAS MORRERAM? QUANTAS ESTÃO INFECTADAS?


Todas as mortes até a agora aconteceram no México, onde 20 das 149 mortes registradas foram confirmadas como decorrentes do vírus da gripe suína H1N1. Há 1.600 casos suspeitos no México e 64 casos confirmados nos Estados Unidos, e alguns casos no Canadá, na Nova Zelândia, na Grã-Bretanha, na Espanha e em Israel.


POR QUE HÁ MORTES APENAS NO MÉXICO?


Ninguém tem certeza. É importante lembrar que as autoridades de saúde estão tirando uma foto instantânea do passado --elas não estão relatando sobre as novas infecções deste momento, apenas rastreando infecções antigas e estão encontrando os casos apenas nos locais onde procuram.
Autoridades mexicanas investigaram nos hospitais, onde, é claro, seriam encontrados os casos graves. As autoridades de saúde norte-americanas descobriram os casos durante rastreamento rotineiro de pessoas com sintomas da gripe, em sua maior parte em ambulatórios; portanto, descobriram casos mais brandos.
Especialistas em influenza afirmam esperar encontrar mortes em outros locais, incluindo nos Estados Unidos, à medida que prossegue a investigação. Um problema é que as pessoas morrem de doenças respiratórias regularmente e a causa em geral não é determinada.



POR QUE A GRIPE MATARIA ALGUNS E NÃO OUTROS?


A influenza sazonal mata entre 250 mil e 500 mil pessoas anualmente em um ano normal e vários tipos de fatores determinam quem morre. Os idosos em geral morrem, mas às vezes adultos e crianças perfeitamente saudáveis morrem. Por vezes, a gripe torna as pessoas suscetíveis a infecções bacterianas, chamadas infecções secundárias, e, se o vírus e a bactéria estiverem circulando no mesmo momento no mesmo lugar pode haver uma concentração de mortes.


QUE TIPO DE GRIPE ELA É E COMO ESTÁ SE ESPALHANDO?


É um vírus influenza A, designado H1N1, mas contém DNA dos vírus H1N1 aviário, suíno e humano. Ele parece ter desenvolvido a capacidade de se transmitir com facilidade de uma pessoa para outra, diferentemente da maioria dos vírus suínos H1N1, que apenas muito ocasionalmente infectam pessoas e em geral apenas infectam uma pessoa e terminam ali.
Todos os vírus de gripe são disseminados por espirro, tosse ou quando as pessoas pegam o vírus pelas mãos. Este em questão provavelmente teve origem nos porcos, mas o governo mexicano e a Organização Mundial da Saúde descartaram qualquer risco de infecção pela ingestão da carne de porco.

QUAL É A GRAVIDADE?

A OMS, com sede em Genebra, declarou a gripe uma "emergência em saúde pública de alcance internacional" e elevou o nível de ameaça para uma pandemia, uma epidemia global por uma doença nova. A gripe suína H1N1 representa o maior risco de pandemia em larga escala desde que a gripe aviária reapareceu em 2003, matando 257 dos 421 infectados em 15 países.
Ainda não está claro se o vírus de fato pode se tornar pandêmico.


EM QUE ESTA GRIPE É DIFERENTE DA GRIPE COMUM?


A gripe suína é caracterizada pelos sintomas da gripe comum --febre súbita, dores musculares, dor de garganta e tosse seca-- mas pode causar vômitos e diarréia mais severa.
Novas cepas de gripe podem se disseminar com rapidez porque ninguém tem imunidade natural e o desenvolvimento de uma vacina pode levar meses. Essa cepa causa confusão porque é um H1N1 --um tipo em circulação desde a pandemia de "Gripe Espanhola" de 1918 que matou ao menos 40 milhões de pessoas em todo o mundo.
Em geral, se uma nova variante de gripe é associada a uma em circulação há anos, as pessoas têm alguma imunidade e ela não é capaz de causar pandemias. Mas essa nova variante adquiriu elementos genéticos dos vírus animais e isso pode ser geneticamente exclusivo o suficiente para representar uma ameaça pandêmica.

ATÉ QUE PONTO ELA PODE CHEGAR?


A pandemia da gripe "Hong Kong", de 1968, matou cerca de um milhão de pessoas no mundo. A pandemia de 1957-1958 fez aproximadamente 2 milhões de vítimas. A pandemia de 1918 matou entre 40 milhões e 100 milhões, de acordo com algumas estimativas. No entanto, a OMS diz que o mundo está mais bem preparado para enfrentar uma pandemia de gripe. Vacinas e drogas antivirais estão disponíveis agora --elas não existiam nas pandemias anteriores.
Em 1918, houve uma primeira onda de gripe moderada em abril. Ela pareceu ter desaparecido durante o verão no Hemisfério Norte, mas voltou com gravidade em agosto. Autoridades da OMS dizem que esse vírus poderá se comportar da mesma forma ou de um modo completamente diferente.

EXISTEM VACINAS E MEDICAMENTOS SUFICIENTES?

A maior parte dos países tem estocado suprimentos de duas drogas antivirais --o Tamiflu, conhecido de forma genérica como oseltamivir e fabricado pela Roche AG e pela Gilead Sciences Inc; assim como o Relenza, conhecido genericamente como zanamivir e produzido pela GlaxoSmithKline e pela australiana Biota Inc..
Uma terceira empresa, a BioCryst Inc. está tentando licenciar a droga experimental contra gripe peramivir.
Outros medicamentos para gripe chamados amantadine e rimantadine não funcionam mais tão bem contra qualquer cepa do influenza, com certas exceções em combinação com drogas mais novas.
Ainda não há vacina contra essa nova cepa e autoridades de saúde afirmam que é improvável que a vacina para a gripe sazonal forneça alguma proteção contra ela. A OMS está trabalhando com as empresas para começar a produzir uma nova vacina, caso necessária, mas o processo leva meses.

O QUE POSSO FAZER?

Lave suas mãos. Está comprovado que é a melhor forma de se proteger contra a infecção por uma série de microorganismos, incluindo os da gripe. Os especialistas em geral concordam que as máscaras de rosto, em especial as máscaras cirúrgicas agora vistas nas ruas da Cidade do México, oferecem proteção muito baixa. Os vírus da gripe podem ser transportados por pequenas partículas de saliva ou muco, em geral não mais do que por um ou dois metros, mas depois se estabelecem em superfícies e podem ser transferidos para a boca, os olhos ou o nariz


quarta-feira, 29 de abril de 2009

PRINCIPAIS PROBLEMAS DA REDAÇÃO EMPRESARIAL


Maria Rita Quintela - 19/07/2006


Na empresa, a escrita é coletiva, isto é, você não escreve em seu próprio nome, mas em nome da companhia para a qual trabalha. Por isso, deve pensar não em "eu", mas em "nós". Mesmo na comunicação interna, você deve considerar que se trata da empresa interagindo verbalmente com seus funcionários.
Apenas alguns relatórios ou notas serão assinados por você correspondendo a um compromisso pessoal, mas a maioria dos documentos diz respeito à empresa e exigem que você respeite os posicionamentos da companhia diante dos fatos relativos à correspondência, porque você está transmitindo uma mensagem no lugar de outrem - , sua empregadora.

Isso exige de você um esforço duplo: ao mesmo tempo em que você precisa apropriar-se da mensagem, colocando-se no lugar do locutor real, você não pode se esquecer do interlocutor, da outra empresa, preocupando-se com o modo como ela pensa, a forma como ela vai reagir ao conteúdo do texto produzido por você e enviado por sua empresa.

É preciso lembrar ainda que o texto empresarial não reflete apenas o trabalho de quem o redigiu, ele reflete toda a empresa. É por isso que uma carta mal escrita, rasurada, mal formatada, sem clareza nem correção, por exemplo, representa uma empresa pouco confiável. Daí a importância de você se preocupar com a clareza, concisão e correção ao redigir em nome de sua empresa, a fim de evitar uma imagem negativa dela.

Mitos e verdades sobre redação empresarial

MITO: Você deve usar linguagem formal erudita.
VERDADE: Você deve usar linguagem formal, mas simples.
MITO: Você deve apresentar todas as informações.
MITO: As pessoas querem ler seu documento.
VERDADE: as pessoas prefeririam fazer outra coisa.


DICAS

· Você deve usar linguagem simples.

· Os textos que circulam no meio empresarial, normalmente, têm uma função prática; eles não são construídos para comover o leitor, nem para distraí-lo, mas para informá-lo a respeito de um tema específico. Por isso, use uma linguagem formal, correta do ponto de vista gramatical, mas direta, recorrendo a palavras do dia-a-dia, que facilitam da compreensão do leitor.



· Você deve apresentar apenas as informações pertinentes.
Um texto longo, cheio de detalhes, desvia a atenção do leitor dos pontos mais importantes e não atinge seu real objetivo. Tenha em mente o que pretende com o documento e atenha-se às informações pertinentes a seus objetivos.

· As pessoas prefeririam fazer outra coisa:
A vida empresarial exige muito de todos os envolvidos nela. Em função disso, não sobra muito tempo para leituras extensas. Além disso, o leitor de um documento que circula na área empresarial nem sempre conhece o autor do texto e pouco interesse tem no texto; lê porque precisa ler, não porque quer. A leitura de uma correspondência obriga o leitor a interromper seu trabalho. Se ela não for direto ao assunto, o leitor a arquiva ou a descarta. Por isso, não se estenda e seja direto.


SEIS ESTRATÉGIAS PARA CHAMAR A ATENÇÃO DO LEITOR

1. Apresente o ponto principal no início. Assim, o objetivo do documento fica claro desde o princípio;
2. Utilize subtítulos descritivos, eles orientam a leitura do documento;
3. Seja claro, a falta de clareza compromete a compreensão de seu texto;
4. Escreva com frases curtas, elas são fáceis de processar;
5. Empregue palavras simples, elas são facilmente compreendidas;
6. Utilize uma diagramação “arejada”, ela valoriza o seu texto.


Dados sobre a Autora:
Maria Rita Quintella é formada em Letras pela PUCRS, pós-graduada em Teoria da Literatura na mesma Universidade, onde integra a equipe de professores-avaliadores das redações do Vestibular. Trabalha com revisão de textos/preparação de originais para editoras e empresas.

Fonte:
http://www.baguete.com.br/colunasDetalhes.php?id=2145 – Acesso em 24 de abril de 2009, às 17 horas.

Um Bom Texto


O que é um bom texto para você? Uma página, duas, três com começo, meio e fim? Pode ser, mas obrigatoriamente tem de transmitir com clareza uma mensagem entendida pelo autor e pelos leitores, pois se apenas o autor entender, não há comunicação.
Para transmitir o que se quer dizer, a mensagem, o texto precisa de qualidades tais como clareza, argumentação bem-definida, fatos ou dados ilustrativos do assunto e novas idéias, novas opiniões sobre o tema. Tudo com clareza gramatical e estilo.

É difícil, pois um texto envolve processos mentais, é preciso saber sobre o que se escreve e que se está escrevendo não para si mesmo, mas para outro. Por isso a lógica é fundamental.

Sabemos que nem sempre o pensamento segue um encadeamento lógico. Pensamos e desenvolvemos raciocínios muitas vezes por livre associação, passamos de um assunto para outro com uma facilidade muito grande. E quem nos lê não pode acompanhar nosso pensamento.

Além do que, nem sempre o leitor vai concordar com o que pensamos e dizemos, com o que concluímos.

Para sermos mais bem-entendidos, nosso texto tem de ter introdução, onde apresentamos o assunto, desenvolvimento, onde, como o nome diz, o texto é desenvolvido, com prós e contras e uma conclusão, a qual “fecha” nossa introdução.

Um bom exercício para escrever com coerência é ler, ler, ler. Sobretudo observar a estrutura de introdução, desenvolvimento e conclusão de alguns autores e mentalmente refazer aquele caminho.


Dados sobre a Autora do Artigo:
Maria Rita Quintella é formada em Letras pela PUCRS, pós-graduada em Teoria da Literatura na mesma Universidade, onde integra a equipe de professores-avaliadores das redações do Vestibular. Trabalha com revisão de textos/preparação de originais para editoras e empresas.
Site: http://www.baguete.com.br/colunasDetalhes.php?id=2129 – Acesso em 24 de abril de 2009, às 17 horas e 40 minutos.

Língua Portuguesa na Internet



Maria Rita Quintela

A língua é uma entidade viva, dinâmica. É o código utilizado pelo indivíduo para se comunicar com seus semelhantes, trocar informações, difundir suas idéias e conceitos. Cada povo tem a sua língua, seu modo de falar. Cada segmento de nossa sociedade, assim como cada indivíduo, tem a sua forma de se expressar.

A Internet, a maior rede de comunicação e informação criada pelo homem, também criou sua variante da língua, uma variante no português decorrente no uso da informática, por meio da Internet. Diariamente. milhares de pessoas se conectam à grande rede. Cada vez mais pessoas estão acessando as chamadas "salas" de "bate-papo" e aprendendo o "internetês"; o linguajar dos "internautas".

Essa variante realmente existe, algumas questões que se nos apresentam: estaria essa língua do mundo virtual prestes a invadir de vez o mundo real e influenciar o modo de falar de pessoas que sequer se sentaram à frente de um microcomputador? Poderia esse tipo de linguagem acarretar a modificação da norma culta de nosso idioma? Estaríamos a caminho da perda da nossa identidade lingüística por causa da Internet?

Em primeiro lugar, a língua utilizada pelos internautas, salvo algumas exceções, não teria uma utilidade prática no mundo real. A abreviação de certas palavras talvez seja adotada futuramente, em virtude da evolução da língua escrita e da constante busca de agilidade no processo de comunicação pela língua escrita. Quanto ao uso das expressões típicas do mundo virtual, creio que elas devam ficar restritas ao ambiente do ciberespaço. A língua escrita exige certa precisão. A língua escrita dos internautas não tem essa precisão. Trata-se de uma linguagem hermética, utilizada por uma minoria que sabe o que está fazendo e muitos usuários conhecem pouco a língua portuguesa culta.

Muitas vezes, ouvimos algumas pessoas dizerem que estão degenerando a língua portuguesa, que, por causa das gírias, da TV e do modo de falar de muitos, sobretudo dos adolescentes, que estamos perdendo a identidade lingüística. A língua é uma instituição viva, presente no cotidiano de cada um. Ela está em constante transformação. A língua, pois, não se deteriora, não se degenera. Ela se transforma, adquire novos elementos e põe em desuso outros. Esse é um processo normal que faz com que as línguas evoluam e acompanhem as transformações sociais, econômicas e culturais dos povos.

A língua escrita e quase falada dos internautas é mais uma das inúmeras variantes de uso da língua portuguesa - assim como da inglesa, da francesa. Não há dúvida de que esse segmento poderia influir nas futuras transformações por que a língua irá passar nos próximos anos. Mas isso não significa deterioração, mas, sim, evolução do idioma.

Dados sobre a Autora do Artigo:
Maria Rita Quintella é formada em Letras pela PUCRS, pós-graduada em Teoria da Literatura na mesma Universidade, onde integra a equipe de professores-avaliadores das redações do Vestibular. Trabalha com revisão de textos/preparação de originais para editoras e empresas.
Site: http://www.baguete.com.br/colunasDetalhes.php?id=2129 – Acesso em 24 de abril de 2009, às 17 horas e 30 minutos.

Como colocar as idéias no Papel?


COMO COLOCAR AS IDÉIAS NO PAPEL?



Começar... Este é o problema.
Todos temos problemas para começar a redigir. Há problemas para a nossa inibição redacional, como:
1 – falta de hábito para escrever
2 – vocabulário limitado
3 – desordem de raciocínio
4 – medo de errar

Redigir é como um trabalho braçal. É ensaio e erro. Lembram dos montes de folhas amassadas. Continua assim...

Por que as pessoas de gerações anteriores, mesmo aquelas com pouca escolaridade, redigem melhor dos que a das gerações atuais?

Porque escreviam mais. Havia mais estímulo ao ato de escrever. Estímulos que as comodidades da vida moderna nos fizeram perder...

Por exemplo, havia os “diários” – as mocinhas de então escreviam diários – não havia o psi – psiquiatra, psicanalista, psicólogo. Ao escreverem alguma coisa, lá estava o exercício do hábito de escrever.

Havia a correspondência – levava-se tempo para completar uma ligação telefônica, então as cartas levavam e traziam notícias. Hoje? Hoje dispomos do telefone, do celular, do e-mail - lacônicos e cifrados, sim porque mensagens de adolescentes é difícil de entendermos. Gastamos precioso tempo ali, naquele hieroglifo...Mas a comunicação oral também está em baixa.

E qual a solução? Escrever, escreve e escrever.

E quanto ao vocabulário limitado?

Pergunte algo para alguém. A pessoa pode até saber, mas a resposta não vem. Sabe aquele – Eu sei, mas não consigo explicar? Pois é: limitação de vocabulário. As idéias estão presentes, mas falta uma roupagem: as palavras porque ninguém lê.

Muitos até lêem. Mas não estão ligadas na forma, no desenho da palavra – daí escreverem errado. É lógico que tem de se preocupar com o conteúdo, mas sem perder a forma de vista...

Qual a solução? Ler, ler e ler.

Desordem de raciocínio

O que nos impede de produzir bons textos: a falta ou o excesso de idéias? O excesso. Idéias nunca faltam. O caso é que temos idéias e não sabemos como organizá-las. Aí, surge o caos.

Quantas vezes ficamos lutando com uma correspondência sem conseguir redigi-la, pois as idéias parecem nunca dizer o que queremos? E quantas vezes queremos dizer uma coisa e vem outra, ou enviamos a correspondência e depois vemos que ficou faltando alguma coisa ou repetimos, repetimos e não era o que queríamos dizer àquele leitor?

Solução? Três.

Escrita automática – Escrever tudo o que vem á cabeça, sem preocupação de lógica, correção das palavras. Depois, é o momento de separar o que vale e o que não vale: selecionar. Nas primeiras vezes, é possível que se produza lixo, mas com o tempo a tendência é que haja aperfeiçoamento. Tudo leva à ordenação automática das idéias.

Tempestade de idéias (brain storm) – Esta forma é usada pelas equipes de produção de textos. O grupo se reúne e cada um dá uma idéia sobre o tema. As idéias são anotadas – por mais estapafúrdias que sejam - . No final, são selecionadas as idéias mais interessantes. Funciona em trabalhos de grupo – até de um “grupo de dois”.

Mapa mental – Melhor técnica para a redação individual de textos. Coloca-se tudo o que for pensando na tela – ou no papel -. Depois, são feitos os devidos “cortes” e – pronto – o roteiro está pronto.

E quanto ao medo de errar?

A escola nos incutiu a falsa idéia de que escrever bem é escrever gramaticalmente bem. Como a pessoa não conhece gramática a fundo, escreve pouco porque assim vai errar menos. Como você escreve pouco, vai errar mais e nunca terá segurança para escrever...

Se a gramática fosse a base para uma redação perfeita, o bom professor seria um excelente escritor – e não teríamos gênios, como o compositor Cartola, por exemplo, que mal assinava o próprio nome.

Solução?

Ao escrever, não pense na gramática. Escreva, simplesmente. Não pare para pensar se determinada palavra é com sou ç ou ss, se há vírgula ou não... Escreva como achar que é. Depois revise com o auxílio de um dicionário. Mas não pense em escrever e pensar na gramática ao mesmo tempo, pois aí nem você escreve errado nem certo. Simplesmente não escreve.
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Autora do Artigo: Maria Rita Quintella é formada em Letras pela PUCRS, pós-graduada em Teoria da Literatura na mesma Universidade, onde integra a equipe de professores-avaliadores das redações do Vestibular. Trabalha com revisão de textos/preparação de originais para editoras e empresas.Site: http://www.baguete.com.br/colunasDetalhes.php?id=2167